Capítulo 11 e 12- Jogos Mortais: The Game

Para conferir o capítulo onze e doze, continue lendo.

Capítulo Onze:
As meninas, chocadas com tantos gritos, e uma movimentação estranha, resolveram prestar mais atenção no que ouviam:
- Meninas!!!- Disse Dani, correndo para a cabana de Rafaela e Shavanna, que a abraçaram. Maju apareceu logo ao lado.
- Ela está com medo. Ela passou por tanta coisa... - Disse Maju, ainda do lado de fora.
Dani estava tremendo, e parecia estar com frio.
- Dani, por que não tenta se aquecer aí enquanto damos uma olhada lá fora? Ficaremos de olho em você. Pode ficar na nossa barraca até pegar no sono- Disse Rafaela, beijando a testa da prima.
E elas saíram. Encontraram a cabana de Lu e Eduarda aberta, e resolveram entrar. Encontraram Lu desmaiada, talvez morta. E nem sinal de Eduarda, as duas pareciam tão felizes...
- O que aconteceu com ela?- Perguntou Shavanna
- Vou pegar um pouco de água- Disse Rafaela, indo até sua cabana e pegando a água que havia restado.
Ao voltar, Maju e Shavanna estavam dos dois lados da menina, aliviadas. Ela pelo o menos,  estava respirando.
- Acho que não estamos em um bom dia- Brincou Maju
- Você acha? EU PERCO MINHAS IRMÃS, QUASE PERCO UMA MINHA PRIMA, QUE ANTES ERA APENAS A VIZINHA, AINDA TENHO QUE DORMIR AQUI, POR QUE POR ACASO, EU ESTAVA NA FRENTE DA CASA QUANDO PRECISEI VOLTAR. E AINDA CHEGAM ALTOS ESTRANHOS JÁ NAS BRIGAS!- Gritou Rafaela
- Eu entendo...
- Não, não entende! Agora vamos tentar acordar essa garota, talvez ela diga alguma coisa- Rafaela passou água na testa da garota, e foi descendo por todo o rosto. Estava funcionando. A menina acordou;
- O que aconteceu?- Perguntou Shavanna.
- Eu e a Eduarda brigamos. Sabe, eu não consigo controlar ao certo meus sentimentos, ela me bateu, e eu desmaiei. Onde ela está?
- Ela fugiu- Disse Maju- Mas se acalme, beba um pouco de água e nos conte sobre os jogos- Ela ofereceu uma garrafinha de água.
- Eu jogava a muito tempo atrás, não que eu quisesse, mas, eu e minhas amigas fomos selecionadas. Eu morri, sim. Mas me reviveram, naquela época faziam isso... Ah, aquela casa. Calafrios. Medo. Quando achei Eduarda, ela parecia me entender, eu fiquei muito amiga dela. Mas isso tudo é tão novo, não a conheço a muito tempo, uns dois dias, no máximo.- Lu bebeu a água.
- Deite-se e descanse- Disse Rafaela.- Amanhã conversamos mais.
E cada uma foi pra sua barraca. Quando Rafaela e Shavanna chegaram, encontraram Dani de joelhos, com seus grandes olhos arregalados.

- Eu juro que ouvi alguma coisa- A menina disse.
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Capítulo Doze:
Eduarda andava chorando pelas ruas vazias da noite, com uma garrafa de vidro vazia na mão, que achou no chão perto de uma lixeira. Ela estava muito triste com a Lu, por causa do que aconteceu. Mas mais do que isso, sentia vergonha por ter exposto seus sentimentos. Ela não foi criada com meninos. Não haviam meninos nos jogos, e sua vida inteira foi jogando neles. Ganhou muitos jogos, mas não participou de todos, e quando não participava, ficava na casa de uma tia doida, e assim sempre preferia ver as pessoas morrendo nos jogos do que ficar lá com sua tia. Sua tia tinha uma filha,Manu, que era como ela louca pelos jogos. Manu era uma menina má, não gostava nada de Eduarda. Manu morreu nos jogos, após ganhar umas 20 vezes, e foi nos jogos onde competiram juntas, coisa que sua tia odiava, pois só uma podia sobreviver, então elas nunca jogavam juntas. E o pior de tudo, Manu sabia sobre sua opção sexual.
Depois de pensar um pouco na vida, Eduarda pensou ter visto uma sombra. Ela estava com o lápis de olho escorrendo por suas bochechas, e com o casaco azul de lã caindo por seus ombros, mas mesmo assim conseguia observar as ruas, que é mais uma coisa que ela aprendeu nos jogos, assim como não confiar em ninguém. Ela sabia que não podia ter confiado em Lu, por que todos sentiriam nojo dela se Lu espalhasse o que ela havia feito. Agora, Lu não era mais virgem, e ela também não era, e isso era muito ruim. Não existiam lésbicas nos jogos, nunca existiu. "Uma mulher forte é uma mulher sem amar", dizia sua tia. Era por isso que só mulheres jogavam, porque não era para se amar alguém, então tiravam os homens. Só que Eduarda gostava das mulheres, e não podia deixar isso passar e esconder o que ela é.
De repente, a sombra passou mais uma vez, e Eduarda teve certeza que havia alguém ali.
- Quem está aí? - Ela olhou em volta, e ouviu uma risadinha. - Me deixe em paz!
- Ora,ora,ora. A fiel jogadora que não respeita as regras. - Disse Sabrina, saindo das sombras, com Luiza ao seu lado. - Hm, o que podemos fazer por você? Luiza, quer dar as honras?
-Claro, Sabrina. Querida, nós vimos você seguir a Eduarda até aqui, e agora vamos te matar, porque acabaram os restos mortais de sua amiga Suzana.Você viu ela morrer, e mesmo assim resolveu seguir pelas sombras, ignorando nossa dica anterior,e esqueceu que as sombras é a nossa casa. GAME OVER,Seline. - Disse Luiza, não olhando para Eduarda,como Sabrina, mas para as sombras, de onde saiu uma pequena menina loira, que já estava chorando, e assim, como muito rápido, Sabrina se virou e deu uma facada no seu peito.
- Manu is the win. - Sorriu Sabrina, e Manu saiu do alto de um muro ali perto, olhando também para Eduarda. - Vejo que nosso trabalho por aqui acabou. Boa noite, meninas. Vejo que estão na frente da nossa casa. - Ela olhou para trás, e saiu dali Rafaela e Maju, olhando atentamente para Eduarda. - Vejo que agora vocês quatro são obrigadas a ir para os jogos.Até a fiel jogadora que não respeita as regras. - Ela novamente olhou para Eduarda até que Sabrina e Luiza sumiram, deixando as quatro no escuro.

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